
Agora eu olho para frente. Mas não só para frente, também para esquerda e para a direita. E por quê não também para cima e para baixo? Por quê não para trás? Eu me permito. Milhares de portas se abrem diante dos meus olhos e eu me recuso a continuar tentando arrombar a porta cuja chave ficou trancada do outro lado. Eu retiro a viseira do meu cavalo novo e forte, com fogo nas patas, que agora pode correr não só em direção ao mar, mas também em direção aos campos, às montanhas, ao topo do mundo, aos céus. Eu vibro com a polifonia da música que conduz a minha dança pessoal. Eu deliro com a efemeridade de cada instante. Meus sonhos tentam me confundir, mas são apenas reflexos da minha mente que, depois de muito tentar, agora se liberta. E como uma mariposa que insiste em voar até luz, mesmo sabendo que pode se queimar novamente, eu sigo em direção à energia que move o universo. Buscando cada vez chegar mais perto daquilo que pode um dia nos tornar imortais.
M. M.
1 comentários:
Voa mariposa!
Voe em direção ao que te atrai, ao que te encanta.
Não precisa ser a luz.Talvez seja um lugar escuro, mas quente o suficiente pra te fazer sentir confortável, até ser atraído por outras manifestações.
Liberte-se!
Até descobrir que não precisas mais de asas para voar.
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